Tabela
Convidado

I.
II.
III.
IV.
V.
O mundo bruxo parece entrar em um novo conflito. As coisas diferiam completamente do que acontecera nas guerras bruxas. Sim, o caos estava começando a se fazer presente outra vez, devido a uma profecia vivenciada por Hermione Jean Granger-Weasley e Harry Tiago Potter. Resta ao mundo conseguir manobrar os problemas e mais uma vez se tornar pacífico, o que parece ser extremamente dificultoso.
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Mensagem por Melbourne Graham em Seg Jan 30, 2017 3:24 pm


Esta RP é fechada, entre Melbourne Graham e Marceline Price. Está ocorrendo no período da madrugada, por volta das 2h, no apartamento que dividem. Marceline resolveu dar uma festa de Ano Novo no apartamento, que mais parece uma convenção GLS. Melbourne acabou de chegar depois de 12h estagiando no St. Mungus e está muito puta além de cansada.


 
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Depois de todo aquele embate parecia que todo o humor de Melbourne havia sido drenado, não sua vitalidade ou coisa do tipo, mas seu brilho de todo dia havia se apagado como se fosse uma chama que tivera um balde d’água despejado em cima. De modo algum culpara Marceline por ter concluído que como ela a odiava, não lhe restava outra opção que sentir o mesmo, porém a loira sabia que nada disso era verdade, ao menos não para ela. Odiava a ex-melhor amiga porque esta não possuía a capacidade de se desculpar pelos erros que cometera quanto a amizade das duas, até escutara um quase pedido de desculpas, mas aquela palavra jamais seria suficiente se não viesse com um discurso de reconhecimento agregado ao pedido. Algo que Mel sabia que não aconteceria tão cedo e foi somente por isso que ela deixou tudo para trás. Digo, deixou Marceline na sala e rumou para seu quarto.
 
As próximas duas horas se resumiram basicamente em: separar a roupa com a qual iria trabalhar, tomar uma ducha relaxante no banheiro compartilhado, preparar o almoço para duas pessoas – Marceline se trancara no quarto e pelo visto não sairia de lá tão cedo, deu para perceber ao ver que o maço de cigarros não estava mais na sala, nem o isqueiro –, juntar todas as suas coisas e decidir que o melhor a fazer era ir para o Hospital mais cedo e ficar por lá trabalhando, não tinha mais nada o que fazer dentro daquele apartamento. Ao menos não hoje, não agora. Deixou um prato prontinho para que Marceline comesse, as duas podiam ter brigado e Melbourne podia não querer conversar tão cedo, mas calha que ela era Lufana por um motivo bem simples, sabia perdoar e se importava demais até com quem não merecia. O galo em sua cabeça dizia para deixar a outra morrendo de fome, mas preferiu irrelevar.
 
Foi até a porta do quarto da garota de cabelos azuis e bateu duas vezes antes de falar “Line eu...” Respirou fundo. Mais do que odiar a outra, no momento estava odiando o péssimo clima que se instaurara, preferia quando Marceline a provocava o dia todo e por sua vez ficara revirando os olhos ou pregando peças na outra. “...Seu almoço está na mesa, não fique sem comer. Estou indo para o Sr. Mungus, eles me chamaram para ir mais cedo.” Mentira. “Até onde sei volto as 6h, pode ser que me liberem mais cedo ou não. Se precisar de qualquer coisa me avise ok? Que eu volto pra casa.” Olhou para a porta do quarto da outra esperando alguma reação, quem sabe, mas obviamente nada aconteceu. Marceline conseguia ser muito mais orgulhosa que ela, o ponto é que Melbourne era mais reservada apenas. Suspirou derrotada, deu meia volta, colocou seu casaco para encarar o frio lá fora e deixou o apartamento rumo ao trabalho.
 
---
 
Chegar no St. Mungus as 14h foi uma surpresa para seu chefe, Melbourne era extremamente dedicada quando estava no estágio, no entanto, ela nunca foi de chegar mais cedo e sim de ir embora mais tarde. “Não pergunte, só me diga o que fazer.” Comentou, esperando que seu chefe entendesse o recado e lhe passasse algum caso que poderia investigar ou ajuda-lo. Sua jornada de trabalho foi árdua e cansativa, a princípio não haviam muitos casos para serem tratados, tinham o Hospital sob controle, principalmente em se tratando da véspera do Ano Novo, ninguém queria estar lá e sim em sua própria casa festejando. De modo geral não era tão ruim, ao menos ali fizera alguns amigos, todos médicos, enfermeiros, curandeiros e o mais crucial, mais velhos que ela, tratavam Melbourne como a garota de ouro deles, por ser tão nova e tão boa. Seria uma Medibruxa fantástica!
 
A Virada do Ano passou e todos comemoraram bebendo as garrafas de champagne que os medibruxos trouxeram, apesar da loira não ser lá muito fã de bebidas, acabou aceitando umas três taças porque aquilo era bom e doce demais para ser recusado. Lá pelas 2h da madrugada seu Chefe resolveu mandar os estagiários embora, pois não seriam mais necessários. Ficou muito contente por ir embora cedo, pois estava cansada, mais algumas horas e Melbourne estaria há exatas 24h acordada. Sabe-se la Merlin quanto tempo mais de pé poderia aguentar antes que seu corpo desligasse por completo. Se despediu de todos e voltou para casa na espera de se embrenhar em seu edredom. No entanto seus planos foram por água abaixo quando abriu a porta do apartamento e se deparou com centenas de meninas, de todos os tipos e para todos os gostos, em todos os cantos do local, luz negra no lugar as luzes normais, neon em todos os cantos da casa – sua própria roupa se destacava por ser branca –, música alta e garrafas e copos espalhados. “Só pode ser brincadeira.” Sibilou.
 
Quando disse que podia dar uma festa, mas não era para estragar o apartamento, Melbourne achou que a outra entenderia que haviam LIMITES para dar uma festa por lá. Ao menos a outra fora inteligente o suficiente para usar um Abaffiato assim a música não atormentava seus vizinhos, mas isso não desculpava absolutamente NADA da desordem que seu apartamento se encontrava. Com muito esforço e dedicação, se embrenhou na maré de corpos para chegar ao seu quarto, nem se deu ao trabalho de procurar pela outra, alcançaria seu cantinho e ficaria lá feliz, mas a felicidade não estava ao seu lado hoje. Abriu a porta do quarto e se deparou com algo que fez seu sangue subir em questão de segundos, um casal de meninas estava... “Isso é sério?!”, pensou chocada. Finalmente encontrou sua voz e gritou assustando as duas “SAIAM DO MEU QUARTO A-GO-RA!!!” Aquilo foi suficiente para que saíssem de lá tentando se vestir, antes que fossem assassinadas.
 
Melbourne deixou sua bolsa na mesinha, pendurou o casaco de frio, usou a varinha para trocar a roupa de cama, tirou o jaleco branco ficando apenas com sua adorável calça jeans e camiseta, saiu do quarto trancando a porta com um feitiço e decidida, como nunca esteve antes, iria matar Marceline por deixar aquilo acontecer. Olhou em volta buscando pelos cabelos azuis e os encontrou. Obviamente lá estava a garota se atracando com outra, no BALCÃO DA COZINHA! A loira fechou as mãos em punhos antes de cruzar o espaço numa velocidade que poderia ser comparada à um raio. Nem avisou que estava ali, apenas desgrudou as duas com as mãos, fitou a biscate de quinta com seu olhar assassino e disse entre dentes “Vaza.”, ao que graças a Merlin a garota entendeu e sumiu. Então voltou sua atenção à Marceline. “Eu acabei de pegar duas meninas TRANSANDO NA MINHA CAMA!!! O QUE FOI QUE EU TE DISSE MAIS CEDO?! MEU QUARTO ESTÁ FORA DOS LIMITES MARCELINE!!! Será que você não leva NADA do que eu falo a sério?!”


Última edição por Melbourne Graham em Seg Jan 30, 2017 3:26 pm, editado 2 vez(es) (Razão : ×)
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Mensagem por Marceline Price em Seg Jan 30, 2017 7:14 pm

Party
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So raise ur glass if u r wrong!
A bola de baseball cortava o ar acima da sua cabeça, perdendo a força e voltando direto pras suas mãos repetidamente. O corpo espalhado na cama de casal outrora já havia tentado dormir, mas sem ajuda da cabeça que não queria desligar, aquilo era quase que impossível. Encarar o teto branco não era o suficiente pra fazer a adrenalina da briga de logo cedo se esvaecer, mas ajudava a cabeça a aliviar da ressaca física e moral. A garganta ainda estava irritada dos gritos, mas o incomodo verdadeiro vinha das palavras que estavam presas e que não foram - nem seriam - engolidas tão cedo. Como que combinado, Melbourne bateu na porta no mesmo instante em que a bola de baseball voltava, acertando-a em cheio contra o peito.  Arfou. Encarou a porta trancada, orgulhosa, não dizendo uma única palavra sequer quando a comida lhe foi oferecida. "Vai pro inferno." Murmurou pra si mesma, voltando a fazer os muitos nadas que antes fazia.

Não queria falar com ela, tampouco ter de olhar na cara da loira e não sabia até que parte era vergonha, remorso ou raiva, mas ainda que fosse um pouco de cada, tudo juntava-se em sua causa para evitar a outra. Independente disso, manteve-se inerte até que a batida na porta da sala indicasse que a outra não estava mais em casa. Era véspera de ano novo e Marceline nem de longe estava com saco pras comemorações que viriam a seguir, mas não daria esse gostinho a Melbourne Graham. Tomou um banho, vestiu uma roupa e saiu, determinada a preparar a maior festa que aquela cidade já tinha visto.

xxx

Dez da noite e a casa estava lotada. Meninas de todos os tipos ocupavam os mais diversos lugares da casa e tornavam espaço do nem tão pequeno apartamento quase nulo. Até andar era difícil. Escorada na parede da sala, Marceline avaliava com orgulho a festa idealizada em tão pouco tempo mas que tinha dado tão certo. A decoração era minimalista, mas tinha o necessário para fazer com que as pessoas brilhassem. Neon por todos os lados, deixando até aquelas que não haviam bebido, bêbadas. E por falar nisso, os copos vermelhos circulavam de mão em mão, cheios de uma infinidade de bebidas diferentes e magicamente coloridas para adequarem-se ao ambiente. Melhor era pensar que não gastara um centavo com aquilo tudo que provinha das inúmeras convidadas que havia feito questão de chamar. Ainda que não quisesse trabalhar naquela noite, foi a própria Line que tomou conta do som boa parte da festa, sendo substituída somente quando queria beber, fumar ou dar uns amassos na garota da noite. Leila o nome dela – ou seria Lena? – Quem se importava? Chamaria de meu amor pra não ter de lembrar seu nome.  Quando a meia noite chegou, Line não foi encontrada e mais tarde descobririam que havia passado a virada do ano tal como o ano todo: Debaixo dos lençóis com qualquer uma.

Duas da manhã e a festa estava no ápice. Uma festa com só uma briga deveria mesmo ser considerada como um sucesso. Não era sua culpa que a namorada de uma havia mexido com a namorada de outra e a corna decidido caçar confusão debaixo do seu nariz. Expulsou as arruaceiras e deu sequencia a festa sem se importar com quem eram. Amiga de uma amiga de uma amiga, que fosse! Não iria entrar em sua casa e a desrespeitar caçando confusão sem ser expulsa. Em dado momento, foi puxada pra cozinha onde a morena com quem havia passado a noite inteira havia lhe preparado uma bebida especial. A suspeita de que havia substancias ilícitas ali era grande, mas não seria ela a falar não afinal de contas, mais que ninguém queria uma desculpa pra fugir da realidade meio bosta daquele dia. Em meio ao álcool, jurou ter visto um ser brilhante passar na direção dos quartos, mas não daria atenção a esses pequenos detalhes, ainda mais quando Leila – ou seria Lena? – tentava reduzir a zero o espaço entre seus corpos. Pegou a garota pelo quadril e colocou sobre a bancada da pia. Seus pensamentos foram diretos até ela: Melbourne. Tentou espantá-los, não porque tivesse escrúpulos o suficiente pra não beijar uma garota com outra na cabeça e sim porque não queria ver seu rosto nem mesmo em pensamentos.

Um tranco forte a separou da língua que provava e quando abriu os olhos, lá estava ela, para na sua frente com cara de poucos amigos. Sacudiu a cabeça, começando a achar que era efeito da bebida, mas assim que começou a falar teve certeza de que era real. A lucidez a atingiu em cheio. Era incrível como Melbourne conseguia estragar seus momentos de prazer ainda que nem soubesse disso. Leila saiu de perto, mandada pela loira que começou a falar sobre ter pego duas garotas transando na cama dela. Franziu o cenho, tentando entender do que diabos estava falando. Seja lá o que fosse, Mel parecia muito, mas muito brava. E foi só ela falar a palavra “séria” que Marceline explodiu no riso, tampando a boca e se recompondo logo em seguida. ”Você a odeia.” Mentalizou com força e eu as costas, deixando a loira pra trás ignorada.

Pisou duro na direção da mesa de som onde – com muita sorte – voltaria a comandar assim que conseguisse transpassar a barreira de gente. Olhou pra trás e deu de cara com Mel que a seguia.  — Porra, mas você não dá sossego. – resmungou, como um cachorro falando com seu próprio rabo. Voltou a tentar andar e ignorar a loira de novo, mas isso não era possível. Virou-se novamente, revirando os olhos. — Isso é uma festa tá? Pessoas transam em festas! Todo mundo sabe disso. – apontou pras garotas que se pegavam compulsivamente por todos os lados. — Você deveria fazer o mesmo ou trancar a porra da porta antes de sair. – agora sim, virou as costas de vez e voltou pra mesa de som sem se importar em deixar uma Melbourne feliz ou triste para trás.
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Mensagem por Melbourne Graham em Seg Jan 30, 2017 8:18 pm
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Ela esperava ser ouvida, ou que pelo menos a outra lhe desse o mínimo de atenção merecida. Não porque queria atenção, mas porque dividiam um apartamento e isso vinha com certas responsabilidades e certos limites, entre outras coisas para uma boa convivência que pareciam ter sido aparentemente DELETADAS por Marceline naquele dia, tudo por causa da briga estúpida que tiveram logo cedo. Melbourne tinha absoluta certeza que esse era o principal motivo daquela rave estar acontecendo em SEU apartamento, sem nenhum aviso prévio. Uma coisa era uma festa com trinta pessoas, outra era ter umas cem respirando o mesmo ar e bebendo as mesmas coisas nojentas que estavam sendo servidas a torto e a direito, sem contar que não dava nem para imaginar o que tinham naqueles copos. Da próxima vez vou repensar cair nas implicâncias dessa ogra!, pensou irritada consigo mesma. Ah claro, isso foi antes de ter apartado a pegação, na verdade estava mais para um ser humano tentando engolir o outro vivo, mas deixemos as explicações para outro dia.
 
Mesmo depois de gritar com Marceline, parecia que ou o som estava alto demais e ela não a escutava – óbvio que não era esse o motivo –, ou estava bêbada – pode ser –, ou realmente estava ignorando Melbourne com muita destreza – ok, acho que essa é a opção mais válida no momento –, o que deixou a loira muitíssimo mais irritada do que já estava. Talvez seria capaz de estuporar todos os seres humanos daquele apartamento ou envenenar um por um colocando um pouco de beladona em qualquer garrafa e copo que encontrasse pelo apartamento, mas isso poderia fazer com que fosse presa, melhor não ir por esse caminho. Ouvir Marceline rir quando acabou de falar foi o fim. Segurou o impulso que teve de dar um tapa bem merecido na cara da outra, pois ela pareceu perceber que estava interagindo com Mel, e parou no mesmo instante, lhe dando as costas em seguida. “Não saia and---” Inspirou profundamente tentando acalmar o ódio que lhe consumia. Ela realmente tivera a cara de pau de sair andando como se nada tivesse acontecido. COMO ASSIM?! Merlin estava testando a paciência de Melbourne, só podia ser isso.
 
Os cabelos azuis resolveram sair andando sentido à mesa de som, a loira seguiu atrás, não vacilando um minuto se quer em sua tarefa de perseguição. Seria a sombra de Marceline até ela resolver lhe dar ouvidos. A garota pareceu perceber e parou, voltando seu olhar à ela. Melbourne deu um sorriso forçado que dizia Não vou a lugar algum. Ao que a outra resmungou. Certo, seu plano estava indo bem até então. Voltaram ambas a seguir o percurso, quando novamente Marceline parou e revirou seus olhos, finalmente respondendo algo a respeito da reclamação de Melbourne, contudo aquilo não era o que ela queria ouvir, e sim algo como: Eu não percebi, perdão, esqueci de avisar, não vai se repetir.  Ficou indignada, algo que estava se tornando constante, com a conclusão dos pensamentos da outra. Quer dizer então que ela deveria fazer o mesmo? Ou seja, transar com alguém ali na festa? Ora ora, veja bem, não seria uma má ideia se aquilo fosse finalmente fazer com que Marceline acordasse para a vida ao invés de olhar para o próprio umbigo.
 
“Nossa que ideia genial Line, obrigada pela dica!” Falou alto o suficiente para que a outra escutasse, mesmo enquanto traçava o resto do percurso até seu objetivo. Olhou em volta e para seu infortúnio de fato só havia mulheres no local, o que de fato não era assustador de se ver, muito pelo contrário, era... excitante. Sexy. Melbourne lambeu os lábios inconscientemente, se quer dando-se conta que seu olhar havia adquirido uma nuance um tanto... maliciosa. Por alguns segundos ficou parada observando os corpos femininos à sua volta. Alguns dançavam, outros estavam claramente se agarrando, deixando os hormônios tomarem conta da situação. Balançou a cabeça despertando de seu devaneio. Como podia estar achando tudo aquilo... interessante?! Pegou uma garrafa que achou ali perto e bebeu uns longos goles, independente do que fosse, aquilo serviria para apagar o calor que sentira de repente. Ou não. Mel você está fazendo tudo errado!, se martirizou.
 
De repente sentiu que alguém a olhava, procurou em volta e deu de cara com uma garota no outro canto da sala que só faltava despi-la com o olhar e não era Marceline. Isso! Marceline!, lembrou o que tinha em mente. Deixou a garrafa ali mesmo e a passos decididos cruzou o ambiente sem desviar o olhar da figura. A garota era linda, tinha olhos azuis – iguais os da Line –, e o cabelo colorido também – iguais os da Line –, mas não era a sua Line. Não importava. Ouviu a garota dizer um Oi apenas, pois em seguida Melbourne fez algo que ela achou que jamais fosse fazer em sua vida, puxou a menina pela nuca e a beijou. De repente pareceu que as últimas peças do quebra cabeça de sua vida começavam a se encaixar. Os lábios da garota eram macios, tinha gosto de álcool e algo mais, havia perfume ali também que deixou a loira inebriada. Finalmente parecia que estava fazendo algo certo em sua vida, genuinamente certo. Sentiu as mãos da outra segurarem-na pela cintura e em segundos estava em cima do... BALCÃO DA PIA?! Como o mundo da voltas, não é mesmo?! Espero que esteja vendo isso Marceline., pensou sentindo-se vingada e ao mesmo tempo querendo que a garota que estava em cima dela, fosse sua ex-melhor amiga e não uma completa estranha que se parecia muito com ela.
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Mensagem por Marceline Price em Ter Jan 31, 2017 7:06 am

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Era só ela aparecer pra ativar um botão de desprazer na sua cabeça. Não dava pra desfazer a cara amarrada, não dava pra se livrar do incomodo que estranho que era tê-la sob o mesmo teto. Com toda certeza do mundo aquela briga de logo mais cedo havia mudado algo em Marceline e o problema todo é que ela não sabia o que era. Tudo o que sabia era que não estava se sentindo bem e isso não se dava ao fato de estar bêbada – pois essa já era uma sensação bastante conhecida pela garota de cabelos azuis – ou até mesmo possivelmente drogada, mas era algo que ia além daquilo, algo que seu bloqueio de encarar suas emoções reais não a permitiam desvendar. De todo modo, fez o que sempre fazia, deixando a loira pra trás sem dar muita atenção a ela. Nem tinha se dado conta disso, mas no breve tempo em que conversaram, mal pode olhar nos olhos da sua antiga melhor amiga. O que estava acontecendo, Marceline? Nunca foi de fugir de um embate, seja visual, verbal ou corporal e agora sentia-se incomodada até mesmo em olhar pra ela. Bom, a hora de lidar com aquilo não era aquela - talvez nunca - então trataria de ignorar aquele sentimento como fez com todos os outros que um dia já sentira pela loira e voltaria ao que tinha planejado pra sua festa.

Finalmente alcançou a mesa de som, se colocando atrás dela e por instinto, buscando os fones de ouvido. Música era a única coisa que verdadeiramente a deixava contente e a fazia esquecer dos problemas acumulados. Sentia-se viva em seu próprio espaço, focada como normalmente não era no resto da sua vida. Trocou a playlist pra uma um pouco mais agressiva e estridente, uma que naturalmente usava para aliviar as tensões do dia. Leila apareceu segundos depois, com mais um corpo na mão e beijos guardados somente para Line. Bom, aquela também era uma boa forma de aliviar as tensões e acabou cedendo aos encantos da morena,  beijando-a de volta. Estava virada de costas pra multidão, encarando a parede detrás enquanto a outra lhe dava algo que parecia ser um chupão no pescoço. Pensou em afastá-la, já que odiava aquele tipo de coisa, mas não queria acabar com aquilo que estava lhe servindo como válvula de escape tão bem. Entre beijos a garota pegou seu rosto, sussurrando palavras que não faziam sentido nenhum.

— Você não tinha dito.. – mais um beijo. — que a menina.. – as mãos passeavam pelo seu corpo, livres e Line sabia bem onde aquilo findaria. — que dividia apartamento com você.. – mais um beijo. — Era lésbica.. – As palavras entraram pelos ouvidos, sendo processadas e ignoradas, pois não faziam sentido algum. — Ela não é. – e ao invés de dizer qualquer outra coisa, Leila virou o rosto de Marceline na direção de onde possivelmente estaria a cozinha. A princípio, só o que viu foi um bando de meninas se pegando e tampando a visão do que realmente acontecia sob a bancada que dividia a cozinha da sala. Foi só quando as pessoas se desalinharam e abriram seu campo de visão que pode entender do que Leila estava falando.

Um soco a atingiu no meio do estomago, roubando todo ar dos seus pulmões: Melbourne se atracava com o que parecia ser uma réplica de baixo custo de Marceline de tal maneira que só conseguiu a reconhecer pelo neon refletido nas roupas brancas do hospital. Seu maxilar retesou e o punho cerrou com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Leila não tinha ideia, mas havia conseguido acabar com o ano novo da escocesa. Um gosto amargo subiu a boca e talvez Leila estivesse falando com ela, mas nada, nada entrava em sua cabeça. Naquele momento, estava sendo corroída por um monstro que pretendia destruí-la de dentro pra fora, matá-la aos poucos. Foi a segunda vez em menos de 24 horas que Marceline se deixou levar pela ira.

Quando seu corpo finalmente conseguiu reagir, foi na forma de um ódio cego que a fez enfiar a mão com força na mesa de som e parar a música ainda na metade. Não estava pensando, tudo o que queria era matar, fosse a garota com quem se esfregava ou até mesmo a própria Mel. Rompeu na direção e ali já não se sentia ela mesma. Era algo diferente, não uma pessoa, mas uma criatura capaz de agir unicamente por causa de um poderoso e perigoso impulso. Mecanicamente alcançou as duas, agarrando a vagabunda que estava por cima de Mel pelo capuz e com um tranco para trás, sem pensar duas vezes, lhe acertou em cheio o nariz, causando um alvoroço nas pessoas que estavam por perto. Uma roda se abriu no mesmo instante, mas Marceline nem se deu conta disso, pois assim que a mão voltou a poder subir, desceu novamente acertando o rosto da menina que caiu no chão. Caiu junto com ela, sentindo o sangue irrigando o corpo quente e agindo guidado exclusivamente pelos instintos.

Sem pensar duas vezes, sentou-se sobre a garota, prendendo-a no chão com o pouco peso do corpo. Ao invés de voltar a lhe bater, seus dedos esguios envolveram o pescoço da outra, se estreitando neles até que seu rosto ganhasse tons de rosa intenso. Na contra partida, Line exibia uma expressão doentia de dentes cerrados e olhos azuis bem vidrados. — Você não vai... – apertou mais, cuspindo palavras por entre os dentes. — ..entrar aqui.. – apertou ainda mais. — e agarrar.. – o rosto da outra agora era de um vermelho escarlate e ainda que tivesse machucado a mão, a adrenalina da briga agia como morfina, não deixando-a perceber a dor. — a minha-- -  Quem sabe o que teria acontecido se não tivesse sido puxada de cima da outra pelo que pareciam ser duas ou três garotas? Debateu-se em fúria, acertando uma delas, mas ainda assim não conseguiu se soltar e foi arrastada na direção oposta a sua oponente – se é que podemos chama-la assim, já que não teve chances de sequer revidar. Sentiu-se apalpada e alguém que não conseguia ver havia confiscado sua varinha segundos antes de ser jogá-la banheiro a dentro.
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Mensagem por Melbourne Graham em Ter Jan 31, 2017 10:15 am
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Sabe aquele momento em que você se pega tão entretida com o filme romântico que está assistindo que não percebe mais nada a sua volta? Bem naquela cena que seu coração está dando piruetas e só faltam alguns segundos para você chorar tamanha a emoção? Pois bem, era mais ou menos nesse estado de felicidade interna que Melbourne se encontrava enquanto correspondia as investidas da garota com quem estava se agarrando no balcão da cozinha. Não, ela não estava feliz por sei lá, gostar da pessoa em questão, estava feliz mais por influência do álcool e porque talvez, apenas talvez, houvesse uma maneira de consertar sua amizade com Marceline. Quem sabe ficar com garotas não aproximaria as duas novamente? Talvez essa fosse uma solução plausível, afinal, até que essa história de beijar alguém do mesmo sexo não estava sendo tão nojento ou perturbador como sua mãe fazia parecer.
 
Ah sim, sua mãe a atormentava o tempo todo por causa de sua amizade com Line, não porque Line era uma peste – na época ela não era –, mas porque dizia que os meninos se afastavam dela e assim ela jamais arranjaria um namorado. Com O. Um homem. Uma figura masculina. Aquele ser que possuía uma anatomia um tanto diferente da sua. Com quem ela deveria casar, ter filhos e dar continuidade ao sobrenome da família. Seu avô já havia sido bem claro que a sucessão da linhagem Graham não chegaria à Melbourne tão cedo, salvo que aniquilassem a família, então não tinha nem porque ela se preocupar, fosse qual fosse sua orientação sexual. A loira cresceu achando que era hétero, até os 14 anos quando percebeu que dividir a mesma cama que a melhor amiga durante as férias era reconfortante na mesma medida que fazia seu estômago dar voltas e seu corpo arrepiar involuntariamente. Contudo, Marceline deu um jeito de estragar tudo, Mel se mandou e na França acabou cedendo e namorando um garoto. Com Henri ela percebeu que havia algo errado.
 
Algo errado que agora parecia finalmente muito certo, ainda mais com essas mãos entrando por baixo de sua blusa e--- Melbourne abriu os olhos rapidamente se deparando com uma Marceline muito brava, num nível difícil de descrever, que parecia capaz de matar a garota com quem ela estava ficando a qualquer minuto. Só então percebeu que até a música da festa havia parado e todas as convidadas pareciam assistir ao show na expectativa do ano sobre ‘o que iria acontecer agora’. Viu Line desferir outro soco na menina e então enforca-la. O QUE?! “AGARREM ELA AGORA!!!” Gritou exasperada, apontando para os cabelos azuis, quando finalmente algumas meninas se prontificaram e foram ajudar. Mas que merda Line!!!, pensou em desespero indo ver como a outra menina estava. “Tranquem ela no banheiro sem a varinha, por favor, obrigada!” Disse à uma outra pessoa qualquer. Rapidamente sacou a varinha e com alguns feitiços reparou os danos dos socos na de cabelo rosa. “Me desculpa, não sei o que deu nela. As marcas vão sumir em algumas horas.” Falou explicando um dos feitiços que fizera. A garota apenas assentiu agradecida e balançou a cabeça negativamente antes de se levantar, disse que era melhor ir embora antes que algo mais acontecesse.
 
Naquele instante Melbourne decidiu que era hora de todo mundo ir embora. “A festa acabou galera, feliz ano novo para todo mundo. A saída está logo ali.” Disse bem alto com a ajuda da varinha encostada no pescoço. Agradeceu a ajuda das meninas que trancaram Marceline no banheiro e pegou a varinha da mesma, deixando no balcão da cozinha, próxima de onde estava. Observou o séquito de pessoas sumindo dali, contudo, uma delas parecia que não iria a lugar algum. “O que quer que você seja da Marceline, é melhor ir embora também, ela e eu temos assuntos pra tratar.” Foi direta e seca, além de utilizar novamente seu olhar assassino. Mesmo assim a menina fez cara de poucos amigos e sumiu dali contrariada. Quando a última pessoa passou pela porta de entrada, trancou a mesma e olhou em volta vendo a bagunça que estava o apartamento. Ok, lidaria com isso depois, primeiro precisava ir ver o que tinha acontecido com a feraline. Caminhou até o banheiro, de preferência sem sua varinha também, nunca se sabe do que a outra seria capaz naquele estado de fúria que até então não havia presenciado.
 
Bateu duas vezes antes de destrancar a porta com a chave e em seguida guarda-la no bolso de trás da calça jeans. “Estou entrando, guarde as suas garras por favor.” Abriu a porta vagarosamente com medo do que poderia acontecer, no entanto não pareceu que seria atacada. Entrou de vez no banheiro, trancando a porta e escorando-se na mesma para manter certa distância da outra. Assim poderiam conversar como pessoas civilizadas sem pular na jugular e sem invadir o espaço pessoal principalmente. “Você está bem?” Perguntou em dúvida. Aparentemente Marceline não havia sofrido nenhum dano físico pelo que podia analisar de onde estava. O olhar da outra dizia tudo naquele momento, digo, sobre ainda estar fula da vida. Então de repente a loira não sabia o que dizer ou o que fazer. Ter sido ignorada havia feito com que ela fizesse algo inimaginável e agora se sentia a pessoa mais imatura do planeta. “Não precisava ter batido na menina, ela não estava se aproveitando de mim...” Comentou baixinho olhando para os pés, podia prever um outro ataque de fúria vindo quando terminasse de falar. “…na verdade foi meio que o contrário...”
 
Sim, ela havia beijado uma garota por livre e espontânea vontade – com um pouquinho de ajuda do cansaço e do álcool, mas não iria mentir para si mesma sobre sua ação –, mas como lidar com isso agora? Começou a se sentir nervosa. Aquilo não era normal, ela era hétero! Não esperou mais nenhum segundo, pegou sua chave e foi destrancar a porta para sair de lá, precisava de ar e principalmente ficar longe de Marceline antes que fizesse outra besteira. Como pode cogitar a possibilidade de ficar com meninas apenas para que as duas voltassem a ser amigas?! Melbourne onde você está com a cabeça?!. Quis se bater com o livro de Anatomia que estava no quarto. Queria poder apagar da memória o que havia feito. Queria recomeçar tudo do zero, pois estava mais confusa que um camaleão no meio de estampas. Queria não ter desejado que a garota de cabelo rosa na verdade tivesse os cabelos azuis e fosse exatamente a pessoa com quem ela estava compartilhando o apartamento nos últimos meses.
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Mensagem por Marceline Price em Ter Jan 31, 2017 5:29 pm

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Esmurrou e chutou aquela porta como se sua vida dependesse daquilo. Não é como se alguém fosse abrir de verdade e ela pudesse sair pra terminar aquilo que havia começado minutos antes, mas a ideia de não ter pra onde ir a deixava sufocada. Aos poucos, suas forças começaram a minguar, a fazendo desistir poucos minutos depois, encostando a testa contra a porta. Quando suas forças começaram a minguar, desistiu, apoiando a testa contra a porta pra tentar se lembrar de como havia acabado daquele jeito. Não seria hipócrita a ponto de culpar a bebida ou o que quer que tivesse bebido naquele copo oferecido por Leila, ainda aquilo tivesse de fato ajudado, nem mesmo a bebida conseguia mudar o que as pessoas eram por dentro, no máximo revelá-lo. A voz do seu pai a ofendendo e batendo em sua mãe fez sua cabeça latejar a ponto de emaranhar seus próprios dedos nos cabelos fazê-la puxar com força, tentando fazer parar. Se isso não acontecesse, Marceline iria acabar enlouquecendo.

Tampou o vaso e sentou-se sobre ele, olhando a mão ensanguentada sem saber até onde era sangue dela, até onde era sangue da outra. Agora, com o corpo esfriando e o estado de fúria se dissipando, a adrenalina finalmente estava baixando e fazendo-a sentir a dor do estrago que havia causado. A mão doia muito, mas muito e estava visivelmente inchada. ”Merda!” Apertou o pulso instintivamente, como se aquilo fosse resolver alguma coisa o que, obviamente não aconteceu. Nem se atentou as vozes de lá de fora, mas sabia que a festa havia acabado quando os sons indecifráveis foram cessando até que só restasse o silêncio. Isso sim a deixava nervosa: A iminência de outro confronto com Melbourne. Se enfiou no box do banheiro, simplesmente porque era a área mais longe da porta que poderia ficar e lhe passava a falsa sensação de segurança que precisava no momento.

Suas forças estavam minadas, como se tivesse tido um encontro desastroso com um dementador e diferente disso, achava difícil que um chocolate pudesse resolver sua situação atual. Olhou pra si mesma, cabelos desalinhados mais do que o comum, a blusa ensanguentada e nem se atrevia a mensurar seu esgotamento físico e emocional. Era um trapo humano. Dois ataques de fúria em menos de vinte e quatro horas e não restavam mais forças, viço ou vitalidade suficientes pra se considerar um ser humano. Duvidava até que conseguisse sair dali sem ajuda.  Escorou a cabeça na parede, olhando para o teto, refletindo sobre como havia se tornado um bicho. A resposta pareceu tão simples. ”Melbourne”.

Ainda que nem fosse culpa dela, era óbvio que a ex-melhor amiga era a responsável pelo seu estado atual de desequilíbrio. Primeiro a mágoa a levou a quase agredir a menina na manhã daquele mesmo dia e agora o ciúme havia conseguido dominá-la a ponto de quase matar alguém que nem conhecia. Mas porque? Mel não era dela e porque se importava tanto assim com a outra a ponto de fazer aquilo consigo mesma? Porque vê-la beijando outra garota a fazia se sentir traída, quando na verdade, aquilo não fazia o menor sentido? A própria Line trocava de garotas como trocava de roupa e mesmo assim, porque não conseguia deixar de se sentir deixada de lado? Eram muitas as perguntas a serem respondidas, perguntas essas que teriam de ficar pra depois, porque o problema bateu a porta, avisando que iria entrar.

Deu um sorriso fraco, pensando no quanto Melbourne poderia ser abusada a ponto de fazer graça em um momento como esse. Só ela mesmo. Abraçou os próprios joelhos, num instinto de proteção. Qualquer um poderia feri-la, visto que não tinha forças pra reagir a nenhum tipo de agressão agora, fosse verbal, moral e principalmente física, porque não Mel? Escondeu a mão machucada pra si mesma, evitando que a outra a visse. — Eu pareço bem? – nem mesmo pra ser irônica tinha forças no momento. Mel parecia estranha, diferente, como se tivesse  com medo de alguma coisa e não era difícil imaginar do que. Aquilo era triste. — Você a agarrou? – o tom não era de briga, não era irônico, muito pelo contrário, era apático e cansado. Riu debilmente. — Você agarrou a garota.. – por algum motivo, aquilo parecia engraçado. — Você nem gosta de garotas Mel..- então compreendeu o que tinha acontecido. Arregalou os olhos pra logo em seguida estreitá-los de novo. Aquilo tinha sido o golpe de misericórdia. —..ótimo. – meneou a cabeça, desistindo de pensar a respeito.

Ao invés de brigar, de pagar a ela um sermão histórico de como aquilo não era justo, Line encheu os olhos d’agua, mas disfarçou bem. O restante de raiva que ainda era possível se manifestar, se manifestou, mas nem de longe era a Line raivosa e descontrolada de minutos atrás. Encheu os pulmões de ar, endireitando a coluna. — Sabe, eu meio que sonhei com isso.. – começou a explicar e por um breve momento, era a Line de três anos atrás. — De que um dia magicamente você fosse acordar e gostar de garotas. - apoiou os cotovelos nos joelhos e esticou os braços. — E ai você iria voltar pra mim. - colocou a mão boa sobre o peito, mordendo o lábio inferior. — Só que no meu sonho... – Suspirou. — Enfim. Era diferente. – não parecia triste, em com raiva, só cansada. — Será que você pode ir embora, Mel? - E pasme, aquilo foi realmente um pedido, bem longe de ter o tom desaforado de sempre.

Desfez a postura defensiva e puxou a blusa de frio pro lado, livrando a mão boa e tentando, com muita dor, passar a mão machucada pelo buraquinho estreito do pulso da blusa. Soltou um gemido alto o suficiente pra ser escutado pela outra, tirando-a de uma vez. Avaliou o estrago. Não havia sido o suficiente pra quebrar a mão, mas foi o suficiente pra ter ali uma parcela boa do seu próprio sangue. Cuidaria daquilo sozinha, já que aparentemente a garota de cabelos rosas tinha privilégios o suficiente para ser cuidada, mas não ela.  Antes que a outra saísse, chamou a sua atenção mais uma vez. — Na verdade Mel.. - Tirou os coturnos de couro com dificuldade e os empurrou pra fora do box. — Esse apartamento é seu. Não tem motivo nenhum pra sair daqui então.. - Apoiou a mão boa no chão e se levantou desajeitada, só o suficiente pra alcançar o registro e  ligar o chuveiro. O jato de água fria fez suas costas retesarem, mas aguentava tudo calada. Quando criou coragem, molhou a mão machucada, gemendo baixo. A cabeça estava feita e muito decidida. — Assim que eu conseguir tomar banho e... - avisou se apoiando na parede pra levantar. — ..arrumar minhas coisas, – finalmente conseguiu ficar de pé. Olhou a outra do outro lado do pequeno cômodo. — eu vou embora. - esperou que ela processasse aquilo e no final das contas deveria estar até feliz com a noticia.— Você ganhou, princesa..
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Última edição por Marceline Price em Ter Jan 31, 2017 6:50 pm, editado 3 vez(es) (Razão : ×)
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Mensagem por Melbourne Graham em Ter Jan 31, 2017 7:45 pm
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Ao contrário do que havia suposto, Marceline não estava parecendo uma besta, se quer parecia brava quando entrou no banheiro. Estava apenas ali em seu canto como um cachorro acuado depois de ter enfrentado um batalhão de pibtulls. Mesmo assim a loira manteve sua distância por uma questão de segurança talvez, não dava para ter certeza das reações da outra dependendo daquilo que falasse. Foi pega de surpresa pela falta de sermão e de desdém ou qualquer tipo de deboche com relação à sua confissão sobre ter agarrado a menina de cabelo rosa. A princípio ficou incrédula e um tanto chocada, o que a deixou mais envergonhada e mais confusa por suas atitudes. Escutou a outra afirmar que Mel não gostava de garotas e abriu a boca para responder, queria dizer algo, queria contenta-la, mas não sabia o que falar, se nem ela tinha certeza absoluta agora. “Eu...” Foi o máximo que pronunciou antes de desistir e focar em colocar a chave na fechadura do banheiro.
 
Contudo, escutar as seguintes palavras de Marceline sobre seu sonho, a fez estancar no local onde estava e exatamente na posição em que estava. Uma mão segurando a chave, a outra na maçaneta, de costas para a garota e fitando a porta do banheiro. Precisava realmente sair de lá, mas ao mesmo tempo queria ficar. Baixou a guarda e encostou a testa na porta, respirando fundo. Também queria gostar de garotas só para poder fazer tudo voltar a ser como era antes, até alguns minutos tinha considerado essa opção para reconstruir a amizade das duas. Ter a confissão de que Line a queria de volta a encheu de esperanças, quem sabe poderiam dar um jeito em tudo, isso até fez com que seu nervosismo passasse e esquecesse sua preocupação anterior a respeito de sua sexualidade. Pensaria nisso depois, tinha assuntos mais importantes para tratar. Um pequeno sorriso surgiu em sua face e Melbourne estava pronta para fazer algum discurso épico, mas foi interrompida pelo pedido para que se retirasse. Ali o sorriso se desfez. O gemido de dor da outra a deixou sem saber o que fazer, ficar e ajudar ou lhe dar espaço e ir embora?
 
Destrancou finalmente a porta e a abriu. Iria sair dali e deixa-la para se acalmar. Tinha um apartamento para colocar em ordem. Queria ajudar, mas capaz que Marceline não aceitasse sua ajuda. Deu o primeiro passo e parou novamente ouvindo mais frases direcionadas à sua pessoa, não é como se a essa altura do campeonato fosse ignorar o que os cabelos azuis lhe diziam, contudo, talvez ignorasse de certa forma. Não respondeu nada referente a questão da outra se mudar dali, porque ela jamais deixaria que isso acontecesse, inspirou profundamente e disse sem olhar para trás: “Água quente é melhor para relaxar os músculos.” Era obvio que o chuveiro estava ligado, pois podia ouvir o barulho e claramente era agua fria porque não via nenhum vapor ainda subindo para o teto do banheiro. “Vou preparar um chá pra você. Quando sair do banho eu cuido da sua mão.” No fim Melbourne conseguiu ver o estrago que ocorrera na mão utilizada para socar a garota com quem dera uns amassos, e independente do que a outra dissesse, iria cuidar dela como quando eram mais novas.
 
Sempre foi assim, Marceline a protegia e Melbourne cuidava dela quando ela voltava arrebentada por subir em alguma árvore ou coisas do gênero. Queria consertar as coisas de alguma forma. Bocejou. Estava exausta. As olheiras já deveriam estar aparentes, graças a Merlin tinha o dia de folga por ter ido trabalhar na virada do ano. Pegou sua varinha e em questão de alguns minutos o apartamento estava se autolimpando. Havia escovões, baldes e panos fazendo seu trabalho sozinhos. Copos, garrafas e derivados voavam nas direções das sacolas de lixo. Enquanto isso a loira se concentrava em preparar um chá com ervas medicinais de seu estoque no armário para ajudar a recobrar a sobriedade da outra e amenizar a dor da mão. Levou a xícara ao quarto de Line e vendo o estado deplorável também usou magia para arrumar toda a bagunça. Deixou o recipiente na mesa de cabeceira, pegou duas toalhas e voltou ao banheiro.
 
Bateu na porta antes de entrar, pois não queria parecer invasiva, e não ouvindo nenhuma reclamação foi diretamente até o box. O espelho do banheiro assim como o ar estavam repletos de fumaça devido a água quente, bom saber que ela a havia escutado. “Pronto Line, já deu. Vem aqui pra eu cuidar de você.” Colocou uma toalha no ombro e abriu a outra com as duas mãos esperando que a garota saísse do box. Não se importava nem um pouco em vê-la nua, estava acostumada a ver corpos nus, afinal, estava estudando Medibruxaria para cuidar de pessoas. “Antes que me mande ir embora de novo, ou diga que vai embora, aceite o fato de que temos que conviver e que eu não quero ficar sem você. Prefiro passar os dias te ignorando ou brigando, do que ficar de novo sem você por perto. Três anos é muito tempo... Agora vem, precisamos cuidar da sua mão. Coloca essa toalha aqui no cabelo pra não ficar resfriada.” Indicou a toalha em seu ombro, antes de bocejar novamente. Meu Merlin, que dia.


Última edição por Melbourne Graham em Ter Jan 31, 2017 7:46 pm, editado 1 vez(es) (Razão : ×)
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Mensagem por Marceline Price em Qua Fev 01, 2017 8:20 am

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Quando afirmou que estava indo embora assim que conseguisse terminar aquele banho desajeitado, Marceline estava bastante convicta e não falava da boca pra fora. Sinceramente, quando descobriu que teria de dividir o mesmo teto que a outra, dois meses atrás, uma fagulha de esperança brilhou lá em seu interior somente com a possibilidade de que talvez pudessem voltar a ser o que eram antes. Três anos não apagaria o que sentia pela neta de Sir Graham e duvidaria que mil apagassem, pois para bem ou para mal, Melbourne ajudou a criar aquela que era agora.  Agora, essa pequena fagulha era ínfima e sua cabeça começava a martelar a ideia de que talvez aquilo não pudesse mais acontecer.  De tantas Marcelines que havia sido nos últimos dias, era a primeira vez que a desesperançosa assumia o controle.

Mel não disse nada e possivelmente era porque não havia nada a ser dito que a convencesse do contrário. Talvez nem quisesse tentar, afinal de contas, com Marceline longe acabaria se livrando de um problema dos grandes. Quem poderia culpá-la por isso? De todo modo, precisava de espaço para organizar a cabeça e por os pensamentos no lugar, o que achava muito pouco provável conseguir fazer tendo que ver a loira todos os dias. Além do mais, aquilo era uma forma de proteger a si mesma de ter de ver Melbourne com uma possível garota naquele apartamento. Pensar nisso fazia seu estômago embrulhar. Meneou a cabeça, girando o registro até que a água ficasse quente, nem se dando conta de que tomava banho gelado até então. Por sorte a outra estava de costas então pode terminar de tirar suas roupas já molhadas e jogá-las no canto do box, deixando a água relaxar os músculos cansados. Não sabia precisar o tempo que gastou deixando a água quente cair sobre si antes de começar a de fato tomar seu merecido banho, mas quando estava perto do fim, Melbourne estava de volta a porta, trazendo-lhe toalhas pra se secar.

Sempre tomaram banho juntas, sempre. Até mesmo mais velhas, em Hogwarts, quando Line decidiu aceitar o cargo de monitora do quinto ano e ganhou acesso a banheira dos monitores. Não eram poucos os dias em que matavam aula pra entrarem juntas e passar horas brincando de jogar água uma na outra. Agora, a ideia de que Mel a visse nua lhe causava estranheza.  — Não tem que fazer isso, não tem obrigação nenhuma comigo. – esclareceu, ainda que em seu estado, não poderia negar ajuda duas vezes. De todo modo, aceitou os braços da outra que lhe envolveram em uma toalha seca. Se enxugou como deu, concentrada no que a outra estava falando.  Como um bicho machucado, Line tinha o olhar perdido que passeava por paredes e chão onde nada havia. Até olhar pra ela parecia algo doloroso demais pra se fazer. Abraçou os próprios braços, defensiva. — Três anos é muito tempo.. – repetiu com voz fraca, dando um sorriso somente para tentar agradá-la. Line sabia bem o peso daqueles três anos. Tentou não pensar a respeito e nem pensar em como a outra havia deixado claro que não a queria longe. Aquilo a fez bem, ainda que bloqueasse qualquer falsa esperança assim que ela começasse a surgir. — Você sabe que eu não fico doente. - E não ficava mesmo. Nem conseguia se lembrar da última vez em que realmente ficara doente, o que era um feito e tanto, visto o estilo de vida que levava. Desde pequena tinha uma saúde quase inabalável, tanto que as vezes que ficava de molho eram todas por ter quebrado ossos ou se machucado nas suas estripulias infantis.  

Seguiram para o quarto de Line que estava magicamente arrumado da forma que só esteve antes da escocesa se instalar nele. Mal conseguia reconhecê-lo na verdade. Secou os cabelos azuis e ao entrar no quarto, se livrou das toalhas, voltando a ficar desconfortavelmente nua. Buscou uma calça de flanela xadrez azul do guarda-roupas e uma camisa branca velha enquanto Melbourne se preocupava em sair para estender as toalhas molhadas. Sentou-se na cama de pernas cruzadas, alheia a volta da outra com sua varinha.  Line pressionou o polegar e  indicador contra os olhos, repentinamente consumida pelo cansaço físico e mental da maratona de provações daquele dia. Mel demonstrava sinais claros de cansaço também e não era pra menos, o dia havia sido - pensando positivamente - muito cansativo. — Você tá um trapo, deveria tomar um banho e dormir. – não quis ofendê-la e no final das contas, seu tom saiu mais preocupado do que queria que parecesse. Se Line estava esgotada, que dirá a outra? — Se você apagar na minha cama, não tenho certeza se consigo te levar pra sua. - alertou, sendo sincera. Não que estivesse expulsando, mas definitivamente não teria forças pra carregar Melbourne no colo até seu quarto, ainda que fossem lado a lado.

Obviamente a Melbourne que lhe dava ouvidos não estava mais ali, de modo que ao invés de ir embora, a garota se sentou a sua frente na cama, tomando sua mão machucada pra consertar com a varinha. A loira não podia ver, pois estava concentrada demais nos feitiços que aliviariam a dor da garota de cabelos azuis, mas Marceline memorizava cada expressão do rosto da outra, tentando se lembrar de como era bom a sensação de ter outro ser humano a cuidando. — Ai! – gemeu baixo em determinado momento, cedendo ao reflexo de puxar a mão pra si, mas Melbourne teve firmeza o suficiente para segurá-la.

Havia algo martelando-lhe a cabeça, a incomodando. O silêncio a deixava inquieta e sentia necessidade de falar, algo que lhe era no mínimo raro. — Mel, - chamou sua atenção, segurando seu pulso com a mão que não estava sendo cuidada até que olhasse pra ela. — Quando eu disse que esperei que você voltasse pra mim, eu tava falando muito sério. - passou firmeza, sendo sincera. — Mas também falo muito sério quando digo que depois de hoje, não tenho muitas esperanças de que possamos voltar ao que eramos. - Olhou pras próprias pernas dobradas.

Line organizava os pensamentos em voz alta, como se qualquer reação de Mel fosse ajudar a entender o que estava se passando. Era quase um pedido de ajuda tácito. — Achei que você gostar de garotas fosse nos aproximar, mas talvez seja bem o contrário. - Recolheu as mãos, jogando o corpo pra trás e encarando o teto. — Ver você se atracando com a Joan e definitivamente gostar muito disso.. dela, fez com que eu me sentisse traída. - não estava jogando nada na cara dela, muito pelo contrário, mais parecia estar tentando entender o que estava acontecendo do que qualquer outra coisa. — Não como quando você foi embora. Traída de um outro jeito, talvez até pior. - apoiou-se nos cotovelos. — Não sei explicar qual. - suspirou. — Não tô te culpando por ficar com ela. A gente tem que ficar com quem quer ficar. Eu faço isso, você também pode fazer. - mordeu o lábio inferior pensando um pouco e de repente, algo fez sentido. — Não sei, acho no fundo eu achava que se decidisse ficar com uma menina, seria comigo. - Talvez fosse a sinceridade que a madrugada trazia, ou o cansaço falando por ela, mas achou que precisava dizer ser honesta. — Besteira. - resmungou.
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Mensagem por Melbourne Graham em Qui Fev 02, 2017 8:18 pm
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Independente de todo jeito receoso, qualquer vontade de ser manter bem afastada que a garota de cabelos azuis pudesse ser, a loira não pretendia arredar o pé daquele banheiro tão cedo. Não mesmo. Então ela se firmou bem ali do lado de fora do box com a toalha em mãos e pronta pra guerra se fosse necessário, para que pudesse cuidar de Marceline devidamente. A outra até tentou se safar da situação dizendo que não era sua obrigação, ao que Mel a olhou atravessado do tipo 'não me desafie', não estava para brincadeiras, muito pelo contrário, estava para tentar consertar os erros e transformá-los em acertos. A contragosto Marceline cedeu desligando o chuveiro, indo se enrolar na toalha para poder se secar. Melbourne por sua vez fez com que a outra toalha fosse parar exatamente no cabelo molhado da garota. "Pode até não ficar, mas nunca damos chance ao acaso." falou séria.
 
Caminhou calmamente, porém com o rosto demonstrando que era alguém em uma missão, até o quarto de Marceline. Considerando que a outra precisava se despir das toalhas molhadas e se vestir, Mel apenas esperou aqueles dois panos voarem na direção da cama, pegou ambos e deu espaço para que Line se sentisse a vontade. Claro que ela não iria ficar la parada que nem idiota vendo Marceline se trocar, ela não é tarada. Nos poucos minutos que gastou estendendo as toalhas tentava entender tudo o que havia acontecido entre o dia anterior e o atual, porque de repente a relação estranha que tinham havia escalado para duas brigas homéricas e então... um momento meio confissões de adolescente. Às vezes ficava difícil acompanhar a progressão de acontecimentos e Mel ainda estava digerindo tudo o que ouviu. Sem contar que também se perguntava  que havia acontecido com ela própria para sair agarrando uma garota, mas falamos disso depois.
 
Voltou ao quarto de Marceline e levou a varinha da garota junto, deixando na mesinha de cabeceira onde também se encontrava a xícara de chá que preparara. Aquele vapor parecia convidaditvo e a lembrava de coisas quentinhas como seu edredom no quarto ao lado. Sua atenção voltou à garota quando esta comentou sobre seu estado. "Um trapo hein?! Fico tão mal assim de branco?" comentou tentando amenizar o clima, apesar de Marceline não parecer naquele momento muito adepta a piadas ou o que quer que fosse. "Não precisa se preocupar comigo Line, tenho o dia de folga para poder dormir quantas horas quiser, o mais importante agora é a sua mão." falou convicta com um meio sorriso no rosto. Tentava de alguma forma assegurar a outra que tudo ficaria bem com ela, e se possivelmente com as duas. Tudo era uma questão de tempo agora.
 
Sentou na cama de frente para Line e pegou sua mão com todo cuidado do mundo, como já portava sua varinha na outra mão, teve apenas que analisar o estado dos machucados e do inchaço para saber quais feitiços utilizar. Ficou calada o tempo todo, prestando atenção em como os feitiços surtiam efeito para ter uma noção melhor de quando aplicar o próximo, não queria Marceline se dobrando de dor porque às vezes feitiços curativos acabam doendo na hora de arrumar a bagunça. Não é a toa que ao fazer o último, e mais dolorido, segurou firmemente a mão da garota, que tentou puxá-la para si, mas não conseguiu. "A dor já vai passar, acho que você fraturou um osso e por isso doeu mais do que o esperado. Porém já está se curando." falou observando o quase roxo que surgira começar a desaparecer. Foi apenas quando Line a segurou que ela levantou o rosto e o olhar para perguntar o que havia acontecido, mas nem teve que abrir a boca para falar, pois a outra fora mais rápida.
 
Escutou atentamente as palavras que lhe eram ditas, mais confissões que teria que assimilar e processar para saber exatamente o que fazer depois. Marceline parecia bem convicta quando dizia que não poderiam voltar a ser o que eram. Então não poderiam voltar ao que exatamente? A ser amigas ou a fazer coisas juntas tipo... dormir na mesma cama? Franziu o cenho enquanto as engrenagens em seu cérebro tentavam descobrir o real significado daquilo. "Acho que você vai ter que ser mais explícita..." disse confusa. Então Marceline voltou a falar depois de pensar um pouco, o discurso foi indo e a afastou dos cuidados de Melbourne. Mel por sua vez apenas a seguia com o olhar cheio de dúvidas e incertezas. "Tra--traída?!" indagou mais para si do que para Line. Bom, até que parecia meio obvio, com tantas garotas para agarrar teria sido mais fácil ela agarrar alguém que conhece, certo? Tipo a própria ex-melhor amiga. "Pior?!" Ok, definitivamente deveria ter agarrado Marceline, contudo isso não teria surtido efeito para chamar atenção dela, ou teria? Mas você não agarraria a Line porque não tem coragem e porque estava brava com ela!, pensou.
 
"Eu não saio por aí ficando com pessoas aleatórias." rebateu. Será que agora Marceline achava que ela ficava com Merlin e o planeta todo?! Arregalou os olhos horrorizada com a ideia. Melbourne JAMAIS beijou mais do que duas pessoas. Ok, três se for contar com o garoto que foi obrigada a beijar no jogo dos 7 Minutos no Paraíso que seus amigos insistiram. Mas ainda assim! Ela não era galinha! Line era galinha. Ok, isso também não é legal. "Você definitivamente faz isso." falou emburrada. Era péssimo ser lembrada que a outra se atracava com qualquer rabo de saia todos os dias, de onde saiam tantas lésbicas meu Merlin?! Elas não podiam tipo... entrar em extinção e deixar a garota dela em paz?! Ela não é sua garota Mel., meneou a cabeça negativamente. "Com você?!" Viu?! Seria tudo mais fácil se ela tivesse beijado Marceline e não uma completa estranha, a briga não teria acontecido e esse desentendimento todo também não. "Ok, faz sentido." falou séria depois de ter debatido com sua própria mente.
 
"De fato eu poderia ter agarrado você, mas aí teríamos brigado de novo, porque você não me da ouvidos Line." desabafou ficando vermelha de vergonha. Bom, não foi exatamente um desabafo, foi uma confissão também, ao menos ela havia deixado claro suas intenções mais cedo e agora com certeza parecia algo extremamente infantil de ter feito. "Esquece isso." colocou a mão na frente do rosto querendo se bater pelo que havia falado e por impulso acabou deitando na cama ao lado da outra. "Se o problema todo era você descobrir que era gay e não saber como me contar, ao invés de cansar de mim e me trocar pela Elena, então a situação fica fácil de ser consertada!" Sua convicção era algo incrível naquele momento. Não podia acreditar que passaram tanto tempo separadas por um motivo tão idiota quanto esse, e também porque eram duas pessoas muito orgulhosas. Um sorriso finalmente genuíno, daqueles que ela costumava dar quando estava com Marceline brotou em sua face, ao que ela virou na cama ficando deitada de lado para poder olhar Marceline.
 
"Eu acho que se você ainda me quiser de volta, vai ter que me deixar dormir aqui com você." começou dizendo, estava se arriscando ali a ser expulsa do quarto, mas nada iria pará-la de tentar naquele momento. "Eu sei que não podemos voltar no tempo e tentar recuperar e consertar o passado, mas Line..." estendeu a mão e pegou a mão boa da garota entrelaçando seus dedos nos dela. "...podemos ser melhores do que antes. Ser chata com você é até legal e tal, mas eu sinto sua falta. Falta de poder te contar as coisas, falta de fazer nada juntas, falta de pegar no sono ouvindo você roncar..." Melbourne acabou rindo nessa parte ao ver a reação de Marceline. "Fica tranquila, você não ronca. Meu ponto é... eu quero estar lá pra você... Eu me virei bem nos últimos anos, mas eu continuo fazendo tudo errado quando vou no banco, ou compro todos aqueles ingredientes no mercado pra só depois perceber que esqueci o principal, ou... ah sei lá, são tantas coisas que eu continuo fazendo tudo errado sem você. Eu preciso de você Line, você é meu porto seguro, sempre foi. Sem você eu perco o rumo, nem tudo são flores como faço parecer." Porque aquilo ali parecia uma declaração estranha de amor e não uma garota que quer a melhor amiga de volta? Mais um tópico para ser avaliado depois.
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Mensagem por Marceline Price em Sex Fev 03, 2017 1:00 pm

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Não podia fazer nada além de ficar olhando a outra cuidar carinhosamente de sua mão. Não era como se quisesse mudar isso, já que ser cuidada por ela uma sensação tão boa que era difícil pensar em como havia conseguido passar tanto tempo sem.  Focou-se em não se mover e ajudar o processo de cura, ainda que a dor a desconcentrasse por inteiro. Não é atoa que a pergunta sobre ficar sobre ficar mal de branco a pegou desprevenida, fazendo-a responder levianamente. — Na verdade não, deixa sua bunda bonita. - deu de ombros, como se tivesse dito "tem leite na geladeira" e não feito um elogio direto ao corpo da até então ex-melhor amiga.  
A escutou enquanto terminava seus curativos e tudo o que conseguia pensar era em como ficaria muito mais feliz tendo fraturado uns ossos na cara de Joan ao invés da própria mão. Aquele ditado que diz que sua ira sempre volta contra você nunca havia feito tanto sentido. Tudo bem, não se arrependia em nenhum momento de ter bancado o cachorro louco contra a garoa que tinha as mãos dentro da blusa de Melbourne Graham. Aquilo estava anotado em sua mente e mesmo que não dissesse, ainda se vingaria por aquilo. — Que ironia, quem deveria estar quebrada era ela. – Resmungou.  

Mel parecia querer se justificar, limpar seu nome de qualquer imagem ruim que Marceline pudesse ter formado sobre sua honra e não conseguiu conter uma resposta ao seu comentário sobre não ficar com qualquer um. — Claro, porque a Joan foi realmente escolhida depois de muito ponderar a respeito. - revirou os olhos. Não queria brigar, mas também não ia deixar de falar e quando foi a sua vez de se defender, o fez. — Sim, eu faço isso. Mas eu tô nessa vida há um tempo Mel, não é como se eu fosse me apaixonar por cada uma delas. – Não pode deixar de imprimir no tom de voz uma pequena alfinetada sobre a outra possivelmente se apaixonar no primeiro beijo. — Ser casual não é pra você então, vamos ter sorte se você não se apaixonar por aquele clone meu. – Seu humor mudou o com a mais remota possibilidade de que aquilo de fato acontecesse. E se ela tivesse ajudado isso a acontecer no final das contas? Mel cuidou de Joan e a garota de cabelos rosas ainda havia saído como a vítima indefesa da história.  

Line pareceu fazer sentido pra Mel. Faz sentido? O que ela queria dizer com aquilo? Franziu o cenho. Beijá-la fazia tanto sentido assim? Repentinamente Mel estava constrangida com a ideia e restava saber se era pelo fato de serem amigas ou porque pensar naquilo mexia com ela. Independentemente, aquilo a animou sem motivos. — Se tivesse me beijado eu tinha te dado ouvidos. – alegou em sua defesa, pensando a respeito. — Não necessariamente ouvidos, mas teria me chamado a atenção de toda forma. – Não estava mentindo e infelizmente agora a ideia do que poderia ter acontecido caso Mel tivesse a beijado rondava sua cabeça. Tentou não se concentrar naquilo.— Além do mais, eu ainda teria minha mão inteira, Joan teria um nariz e nós teríamos uma festa.  - mostrou a ela a mão machucada.

Quis corrigi-la, dizer a verdade, que não havia sido só contar pra ela o problema a três anos atrás, mas quando Mel ficava assim tão segura de que tudo ficaria bem e que estava tudo tão resolvido – ainda que não fosse verdade – Line perdia completamente suas convicções. Deixou que falasse e seu queixo quase caiu por um instante. — Você quer dormir comigo? – Seus olhos se estreitaram, tentando entender o que ela queria dizer com ”dormirem juntas”. Mel não podia passar de “eu poderia ter beijado você” para “se me quiser de volta, vamos dormir juntas” assim tão rapidamente sem causar uma baita confusão na cabeça da garota de cabelos azuis. Continuou a falar,  fazendo um discurso que era impossível de ser atrapalhado. Seus dedos se entrelaçaram e sentiu-se completa com isso, mas não podia deixar de pensar em o quanto as palavras de Mel agora soavam dúbias. — Espera, o que? - arregalou os olhos com o comentário. — Mentirosa, eu não ronco.”Ronco?” A outra continuou a falar, ignorando seu chilique.  

Ouvir que era o porto seguro da outra as aproximou. Não por mudar completamente as coisas, não porque a outra estava admitindo que sentira sua falta, mas porque saber que a outra também se sentia perdida enquanto afastadas era algo que compartilhavam em meio a tantas diferenças. — Bom, você faz parecer muito bem.- comentou antes de voltarem ao mais profundo silêncio. Encarava o teto branco do quarto, como se uma luz pudesse iluminá-la. Mel esperava uma resposta ou que ao menos Line dissesse alguma coisa depois de tudo, mas tudo que fez foi desentrelaçar seus dedos encarando-a uma ultima vez antes de pular na cama em direção ao guarda-roupas. Fuçou em uma das gavetas, ignorando a existência de Mel no mesmo quarto e quando se virou, foi pra jogar um par de roupas em direção a Mel que obviamente ficou confusa.

— Você disse que se eu te quisesse de volta, iria ter que te deixar dormir comigo. - parecia óbvio, mas ela explicou mesmo assim, parada de pé em frente a cama. — Eu aceito que você é porquinha e não queira tomar banho. – implicou, erguendo uma das sobrancelhas. — Mas não vai dormir comigo com essa roupa de hospital. - não é como se repentinamente tivesse muito preocupada com sua saúde, mas também não iria deixa-la dormir de calça jeans. — Anda, se troca. – Insistiu. Mel começou a tirar a blusa e aquilo foi o suficiente pra que Line reparasse em seu corpo. Bom, esses três anos fizeram um bem danado a ela, era tudo o que poderia pensar. — Eu viro pra você não ficar constrangida de novo. – Virou-se nervosa.

Quando a outra deu carta branca, voltou a encará-la já vestida – o que era um alívio na mesma proporção que uma tristeza. Ajoelhou-se na cama, deixando o corpo cair de novo. Ajeitou-se na cama, virando de barriga pra cima antes de encarar a loira. Suspirou, ainda hesitante. — Mel, a gente não vai mudar da noite pro dia. - manteve uma distancia e voltou a olhar pro teto. — Amanhã cedo eu ainda vou ser a mesma Line que você não conhece.. A magoada por ter sido abandonada, irritada pelas Joans da vida e até um pouco agressiva por causa disso. Sentir sua falta, ficar nervosa em saber que ainda sou seu porto seguro e me sentir vazia quando você não tá pode não ser suficiente apagar tanta coisa. – Poderia não ser o que a outra queria ouvir, mas sentia necessidade de falar. — Você ainda vai ser a Mel chateada por achar que foi trocada pela Elena, ainda que eu te contasse o que aconteceu de verdade.. - o tom era melancólico e repentinamente precisava tocá-la.  Desceu a mão, entrelaçando seus dedos. — Talvez a gente não possa mudar isso... Mas se...

Bastou virar pra ela, fitando aqueles olhos grandes e verdes pra que suas palavras morressem. Um dia atrás, não tinha esperanças nenhuma de reatar fosse lá o que fosse com aquela garota e agora estavam na mesma cama, falando o que precisavam falar, sendo quem deveriam ser depois de tanto tempo. — Hipoteticamente, se eu pudesse voltar no tempo.. – ergueu a mão até o rosto da outra, ajeitando uma mecha de cabelo loiro que caia nos olhos da outra . — Faria o que deveria ter feito naquela época. -  sua mão acariciou o rosto dela e seu polegar contornou a boca com gentileza, sentindo a maciez dos seus lábios grossos. — Talvez tivesse mudado tudo. – aproximou seu rosto, ajeitando o travesseiro de um modo que ficassem de narizes colados. — Mas eu não posso voltar no tempo.- A mão pousou na cintura dela, desferindo um carinho na base do quadril. Precisava do toque, do contato. — E tudo o que eu posso te oferecer agora é o que você vê aqui. Tem certeza que é isso que quer?
@MELBOURNE | @VESTINDO | @1.347 WORDS


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