Tabela
Convidado

I.
II.
III.
IV.
V.
O mundo bruxo parece entrar em um novo conflito. As coisas diferiam completamente do que acontecera nas guerras bruxas. Sim, o caos estava começando a se fazer presente outra vez, devido a uma profecia vivenciada por Hermione Jean Granger-Weasley e Harry Tiago Potter. Resta ao mundo conseguir manobrar os problemas e mais uma vez se tornar pacífico, o que parece ser extremamente dificultoso.
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Friends with insanity

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Mensagem por Melbourne Graham em Seg Jan 30, 2017 3:24 pm
Relembrando a primeira mensagem :



Esta RP é fechada, entre Melbourne Graham e Marceline Price. Está ocorrendo no período da madrugada, por volta das 2h, no apartamento que dividem. Marceline resolveu dar uma festa de Ano Novo no apartamento, que mais parece uma convenção GLS. Melbourne acabou de chegar depois de 12h estagiando no St. Mungus e está muito puta além de cansada.


 
When I look in your eyes I see through to my soul. I know the core of you is good, you're my tarnished hero.
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Depois de todo aquele embate parecia que todo o humor de Melbourne havia sido drenado, não sua vitalidade ou coisa do tipo, mas seu brilho de todo dia havia se apagado como se fosse uma chama que tivera um balde d’água despejado em cima. De modo algum culpara Marceline por ter concluído que como ela a odiava, não lhe restava outra opção que sentir o mesmo, porém a loira sabia que nada disso era verdade, ao menos não para ela. Odiava a ex-melhor amiga porque esta não possuía a capacidade de se desculpar pelos erros que cometera quanto a amizade das duas, até escutara um quase pedido de desculpas, mas aquela palavra jamais seria suficiente se não viesse com um discurso de reconhecimento agregado ao pedido. Algo que Mel sabia que não aconteceria tão cedo e foi somente por isso que ela deixou tudo para trás. Digo, deixou Marceline na sala e rumou para seu quarto.
 
As próximas duas horas se resumiram basicamente em: separar a roupa com a qual iria trabalhar, tomar uma ducha relaxante no banheiro compartilhado, preparar o almoço para duas pessoas – Marceline se trancara no quarto e pelo visto não sairia de lá tão cedo, deu para perceber ao ver que o maço de cigarros não estava mais na sala, nem o isqueiro –, juntar todas as suas coisas e decidir que o melhor a fazer era ir para o Hospital mais cedo e ficar por lá trabalhando, não tinha mais nada o que fazer dentro daquele apartamento. Ao menos não hoje, não agora. Deixou um prato prontinho para que Marceline comesse, as duas podiam ter brigado e Melbourne podia não querer conversar tão cedo, mas calha que ela era Lufana por um motivo bem simples, sabia perdoar e se importava demais até com quem não merecia. O galo em sua cabeça dizia para deixar a outra morrendo de fome, mas preferiu irrelevar.
 
Foi até a porta do quarto da garota de cabelos azuis e bateu duas vezes antes de falar “Line eu...” Respirou fundo. Mais do que odiar a outra, no momento estava odiando o péssimo clima que se instaurara, preferia quando Marceline a provocava o dia todo e por sua vez ficara revirando os olhos ou pregando peças na outra. “...Seu almoço está na mesa, não fique sem comer. Estou indo para o Sr. Mungus, eles me chamaram para ir mais cedo.” Mentira. “Até onde sei volto as 6h, pode ser que me liberem mais cedo ou não. Se precisar de qualquer coisa me avise ok? Que eu volto pra casa.” Olhou para a porta do quarto da outra esperando alguma reação, quem sabe, mas obviamente nada aconteceu. Marceline conseguia ser muito mais orgulhosa que ela, o ponto é que Melbourne era mais reservada apenas. Suspirou derrotada, deu meia volta, colocou seu casaco para encarar o frio lá fora e deixou o apartamento rumo ao trabalho.
 
---
 
Chegar no St. Mungus as 14h foi uma surpresa para seu chefe, Melbourne era extremamente dedicada quando estava no estágio, no entanto, ela nunca foi de chegar mais cedo e sim de ir embora mais tarde. “Não pergunte, só me diga o que fazer.” Comentou, esperando que seu chefe entendesse o recado e lhe passasse algum caso que poderia investigar ou ajuda-lo. Sua jornada de trabalho foi árdua e cansativa, a princípio não haviam muitos casos para serem tratados, tinham o Hospital sob controle, principalmente em se tratando da véspera do Ano Novo, ninguém queria estar lá e sim em sua própria casa festejando. De modo geral não era tão ruim, ao menos ali fizera alguns amigos, todos médicos, enfermeiros, curandeiros e o mais crucial, mais velhos que ela, tratavam Melbourne como a garota de ouro deles, por ser tão nova e tão boa. Seria uma Medibruxa fantástica!
 
A Virada do Ano passou e todos comemoraram bebendo as garrafas de champagne que os medibruxos trouxeram, apesar da loira não ser lá muito fã de bebidas, acabou aceitando umas três taças porque aquilo era bom e doce demais para ser recusado. Lá pelas 2h da madrugada seu Chefe resolveu mandar os estagiários embora, pois não seriam mais necessários. Ficou muito contente por ir embora cedo, pois estava cansada, mais algumas horas e Melbourne estaria há exatas 24h acordada. Sabe-se la Merlin quanto tempo mais de pé poderia aguentar antes que seu corpo desligasse por completo. Se despediu de todos e voltou para casa na espera de se embrenhar em seu edredom. No entanto seus planos foram por água abaixo quando abriu a porta do apartamento e se deparou com centenas de meninas, de todos os tipos e para todos os gostos, em todos os cantos do local, luz negra no lugar as luzes normais, neon em todos os cantos da casa – sua própria roupa se destacava por ser branca –, música alta e garrafas e copos espalhados. “Só pode ser brincadeira.” Sibilou.
 
Quando disse que podia dar uma festa, mas não era para estragar o apartamento, Melbourne achou que a outra entenderia que haviam LIMITES para dar uma festa por lá. Ao menos a outra fora inteligente o suficiente para usar um Abaffiato assim a música não atormentava seus vizinhos, mas isso não desculpava absolutamente NADA da desordem que seu apartamento se encontrava. Com muito esforço e dedicação, se embrenhou na maré de corpos para chegar ao seu quarto, nem se deu ao trabalho de procurar pela outra, alcançaria seu cantinho e ficaria lá feliz, mas a felicidade não estava ao seu lado hoje. Abriu a porta do quarto e se deparou com algo que fez seu sangue subir em questão de segundos, um casal de meninas estava... “Isso é sério?!”, pensou chocada. Finalmente encontrou sua voz e gritou assustando as duas “SAIAM DO MEU QUARTO A-GO-RA!!!” Aquilo foi suficiente para que saíssem de lá tentando se vestir, antes que fossem assassinadas.
 
Melbourne deixou sua bolsa na mesinha, pendurou o casaco de frio, usou a varinha para trocar a roupa de cama, tirou o jaleco branco ficando apenas com sua adorável calça jeans e camiseta, saiu do quarto trancando a porta com um feitiço e decidida, como nunca esteve antes, iria matar Marceline por deixar aquilo acontecer. Olhou em volta buscando pelos cabelos azuis e os encontrou. Obviamente lá estava a garota se atracando com outra, no BALCÃO DA COZINHA! A loira fechou as mãos em punhos antes de cruzar o espaço numa velocidade que poderia ser comparada à um raio. Nem avisou que estava ali, apenas desgrudou as duas com as mãos, fitou a biscate de quinta com seu olhar assassino e disse entre dentes “Vaza.”, ao que graças a Merlin a garota entendeu e sumiu. Então voltou sua atenção à Marceline. “Eu acabei de pegar duas meninas TRANSANDO NA MINHA CAMA!!! O QUE FOI QUE EU TE DISSE MAIS CEDO?! MEU QUARTO ESTÁ FORA DOS LIMITES MARCELINE!!! Será que você não leva NADA do que eu falo a sério?!”


Última edição por Melbourne Graham em Seg Jan 30, 2017 3:26 pm, editado 2 vez(es) (Razão : ×)
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Mensagem por Melbourne Graham em Qua Fev 08, 2017 3:43 pm
When I look in your eyes I see through to my soul. I know the core of you is good, you're my tarnished hero.
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Era humanamente impossível que Melbourne se apaixonasse pelo clone de Marceline. Ok, talvez nem tão impossível, apenas um pouco. Bom, vamos partir do pressuposto que Mel não se apaixonaria por uma garota, mas caso isso acontecesse, não seria pelo clone e sim pelo original, contudo, da forma que as coisas estavam entre ela e a ex-melhor amiga, talvez existisse uma possibilidade dela ficar com o clone e não o original, pois o original é muito difícil e cabeça dura. Então talvez Line tivesse um ponto quando disse que a loira não podia ser casual, ela nunca foi desse tipo. Na verdade, ela nunca se quer pensou em qual era seu tipo. Melbourne passou seus primeiros anos de vida grudada em Marceline, depois na França namorou Henri e teve o outro garoto que foi citado anteriormente, agora Joan... Ela não fazia a menor ideia se seu negócio eram relacionamentos sérios, ficar sozinha ou ter casos de uma noite por aí... Me parece a ser algo analisado futuramente, pensou.
 
Marceline elucidou sobre tudo de diferente que teria ocorrido, caso a loira a tivesse beijado e não Joan. Mel não gostou nadinha do que ouviu, me refiro principalmente a parte do "nós teríamos uma festa", porque o apartamento estava de pernas para o ar quando foi dar uma geral nele, mas como estavam no meio de um embate de pontos de vista, e ela queria nada mais do que fazer as pazes, simplesmente deixou passar. Sua expressão ficou séria e decidida quando balançou a cabeça positivamente à pergunta se queria dormir com Line. Porque era tão estranho ela ter dito isso? Digo, para a garota de cabelos azuis ter feito aquela pergunta, algo teria que no mínimo ter parecido fora de lugar. Elas costumavam fazer isso o tempo todo e sempre pareceu perfeitamente natural, então porque a reação? Obviamente é porque vocês estavam quase se matando ontem de manhã. É... Deve ser isso.
 
Ao fim de seu discurso e perceber que a outra também não tinha mais o que retrucar, exceto apontar o quanto Melbourne fazia de fato com que tudo parecesse flores, um silêncio pairou entre as duas. Mel sentiu um certo incômodo apertar seu coração, enquanto tudo parecia perfeito em sua vida e era o que ela mostrava por aí, Line era o total oposto, fazendo questão de demonstrar o caos no qual vivia. Continuou deitada de lado observando as engrenagens de Line funcionarem. Havia colocado seu coração ali exposto e queria nada mais além de saber que estava tudo bem, ou que ficaria tudo bem, que Marceline concordava em virarem esse capítulo terrível que os últimos anos se tornaram. Contudo, ao invés de palavras foi pega de surpresa pela outra que levantou da cama rumando para seu armário. A loira no impulso de ver direito o que acontecia, se acomodou no colchão ficando sentada. "O que você--" Foi cortada por uma muda de roupa que voou na sua cara. Pegou as duas peças do conjunto e fitou Line com pontos de interrogação em sua face.
 
Sua boca formou um O quando entendeu o que Marceline queria com aquele pijama. "Eu tinha todas as intenções do mundo em tomar banho e dormir com meu edredom, até você dizer que iria fazer as malas pra ir embora. I'm not letting you out of my sight tonight." disse inconformada. Onde já se viu Melbourne Graham não tomar banho?! Se tinha como a loira tomava banho ao menos umas três vezes por dia! Era basicamente um ritual sagrado ter a ducha massageando seu corpo e relaxando todos os músculos que ficavam tensos pelo estresse. Ao comando da ordem de Marceline para se trocar, Mel não pensou duas vezes antes de colocar as mãos na barra da blusa para puxá-la para cima e então tirá-la. No entanto, a outra resolveu lhe dar privacidade virando de costas. "Não é como se você já não tivesse me visto nua antes." Depois da blusa, tirou o sutiã que novamente havia deixado seus ombros marcados. Está na hora de dar uma ajustada nas alças. "Pensando bem, da última vez que você me viu eu ainda não tinha tudo isso daqui." Concluiu olhando para seus peitos e sorrindo por ter tido a sorte de puxar a mãe. Se tinha algo que se vangloriava sempre, era poder usar decotes!
 
Colocou a blusa do pijama e prosseguiu para remover a calça jeans. "Mas não tem nada que eu tenha que você não tenha também, pode virar." Terminou de falar ao mesmo tempo que terminou de subir o shorts do pijama. "Só acho que seu número é menor que o meu." Constatou vendo que parecia usar uma baby look e quase um shorts de ginástica? Ok, não vamos exagerar tanto. Deixou sua roupa no chão mesmo, porém do seu lado da cama, então observou a outra voltar e se acomodar. Deitou novamente, voltando a mesma posição de antes. Se ficasse de barriga para cima iria encarar o teto branco e não o rosto de Marceline. Seu olhar manteve-se observador, enquanto seu coração ansiava por boas notícias, algo que parecia difícil de ouvir levando em conta o discurso pessimista da outra. "Eu sei..." comentou baixinho, infelizmente concordando com o que ouvia. Eram fatos contatados que as duas não iriam mudar em questão de um piscar de olhos, mas é na tentativa e erro que se chega em algum lugar, certo? Momentaneamente toda sua certeza havia ido dar um passeio, até sentir a mão de Line entrelaçando seus dedos novamente. Seu coração deu um pulo de alegria.
 
"Mas se...?" deixou a pergunta no ar. Não perder a parte do discurso onde Marceline comentou sobre o que aconteceu de verdade anos atrás, isso agora atiçava sua curiosidade, contudo iria sondar o assunto depois, quando tivesse certeza que era ok perguntar. "Uh-huh..." mais fez barulho do que falou algo, indicando que a outra continuasse. Prestava muita atenção agora, qualquer palavra poderia ser a chave para consertarem tudo. O que você deveria ter feito?, indagou em pensamento tentando ler através das íris azuis que a encaravam. Acabou fechando os olhos com a carícia que recebeu. Aquilo a deixava feliz e calma, não pode conter o pequeno sorriso que surgiu, mas ao senti-la contornando seus lábios... Abriu os olhos novamente vendo Line se aproximar até estarem respirando, literalmente, o mesmo ar. Seu coração acelerou em uma velocidade que o cérebro não conseguiu acompanhar o motivo. Marceline estava tão próxima e de repente seus lábios pareciam tão convidativos.
 
Um déjà vu lhe ocorreu para a noite em que dormiram juntas pela última vez e seu corpo começou a reagir de formas estranhas à amiga, exatamente como agora, quando ela lhe acariciava o quadril. Seus olhos de cor verde tão vibrante, provavelmente estavam nublados agora com algo que Melbourne só podia descrever como desejo. Mas ela é uma garota e é sua amiga Mel! Vamos focar que ela é uma garota!, pensou nervosa. Conseguia ouvir a mãe em sua cabeça falando sobre o quanto relacionamentos homossexuais eram errados e implicando todo santo dia sobre a proximidade das duas. Inspirou profundamente, dividida entre a vontade de beijar Marceline e a vontade de sair correndo pela porta do quarto. Sabia que a outra havia lhe feito uma pergunta e precisava responder antes que colocasse a pequena chance de fazerem as pazes a perder. Sua mente se encontrava em um redemoinho, repleto de dúvidas e alternativas e possíveis cenários do que poderia acontecer, parecia praticamente um tabuleiro de xadrez que se encontrava no momento prevendo as próximas jogadas.
 
Sem mais demoras e já desesperada para fazer algo antes de ver o momento passar, Melbourne tomou uma decisão e balançou a cabeça positivamente respondendo à pergunta da outra. Contudo, tinha algo que ela precisava ter certeza sobre. Aproveitando a posição em que estavam, passou uma perna por cima da garota, pois ao menos assim sabia que se fosse sair correndo, agora seria mais difícil, porque quando entrava em desespero virava uma pessoa totalmente descoordenada. Certamente Marceline não estava entendendo nada. "Não pergunte. Só me beija. Eu preciso disso. Por favor Line?" suplicou. Falava muito sério, mesmo que talvez parecesse que não. Seu coração parecia que iria saltar do peito a qualquer momento. Estava tão nervosa quanto no dia em que perdera a virgindade com Henri. Agora era tudo ou nada. Ou Marceline a beijava e ela descobria se de fato gostava da garota, ou era rejeitada e jamais tentaria isso de novo. A loira tinha coragem para muitas coisas, no entanto, beijar uma pessoa do mesmo sexo tendo plena consciência disso e sendo ELA a tomar a iniciativa, ao invés de ser um impulso induzido, não se encaixava na lista.
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Mensagem por Marceline Price em Qui Fev 09, 2017 11:38 am

Party
Crasher, panty snatcher, call me up if you a gangsta! Don't be fancy, just get dancy.. Why so serious?

So raise ur glass if u r wrong!
Pra falar a verdade, Line não tinha segundas intenções com Mel quando permitiu que a garota dormisse com ela na sua cama. Isso era de fato novo, já que não conseguia puxar na memória a ultima vez que deitara na mesma cama que uma garota sem que sua mão terminasse em lugares inoportunos.  Queria poder dizer que foi a ultima vez que dormiu com Mel, ainda em Hogwarts na sala precisa, mas nem mesmo aquela noite tinha sido isenta de malícia. Obviamente não terminou em sexo – elas só tinham quatorze/quinze anos – ou mesmo em um beijo que fosse, mas foi o suficiente pra fazer com que a Marceline percebesse coisas em seu próprio corpo. Coisas que naquela época ela não conseguia entender direito e que fez com que a coisa desandasse entre elas. Foi quando começou a sentir-se incomodada ao ver a então amiga sem roupa, coisa que era bem normal antes daquela noite. Era exatamente do mesmo jeito que se sentia desconfortável agora, vendo a outra tirar a blusa pra trocar de roupa.

— Hum, sei. – Implicou de costa, livrando-se da vontade de virar-se.  Um sorriso nasceu, mas Mel não pode ver, pois falava qualquer coisa sobre não deixa-la longe da sua vista naquela noite. Gostou daquilo, por algum motivo. — Tá com medo que eu fuja? – Virou a cabeça, tendo uma visão periférica da outra sem sutiã, mas fechando os olhos logo em seguida. Passou o indicador e o dedo médio sobre os lábios, de repente estava com sede. Ainda pensou em alfinetá-la, dizer que ela era quem tinha mania de fugir e não Line, mas estavam começando a se entender e ser ácida não ajudaria naquele processo.  Concentrou-se no que a outra dizia, ainda que não concordasse com nada. Isso, eu garanto que não vi. - Line tinha certeza que Mel havia entendido do que estava falando e mesmo assim, a outra continuou. Olhou para os próprios peitos, dois ovos fritos mal desenvolvidos. — Dá pra parar de se gabar? - ficou inquieta, coçando a nuca e isso não tinha nada a ver com seus peitos, pois era muito bem resolvida com eles. — Nem todo mundo gosta de peitos, ok? - se defendeu. Talvez Line gostasse, mas não seria ela a fazer Mel perceber isso.

Quando virou-se de novo, se deparou com uma Mel vestida com seu pijama, extremamente colado no busto sem sutiã, de um jeito que com certeza despertava coisas em Line. ”Isso Marceline, se sabota mesmo.” De repente sacou que aquela noite seria difícil. Tentou ignorar isso, jogando-se na cama ao lado da outra  pra começar seu discurso sobre serem as mesmas pessoas no outro dia pela manhã. As palavras da garota de cabelos azuis pareciam fazer com que a outra refletisse a respeito e Line teve a impressão de que o brilho de excitação dos olhos de Mel havia desaparecido. Não era o que Line queria. Pra falar a verdade, o que ela queria mesmo era bem o oposto disso, que a certeza de Mel de que tudo iria dar certo a invadisse, não o contrário.

Um clima diferente sei instalou no quarto enquanto Line brincava com os lábios da outra, seriamente tentada a avançar contra eles. Continha esse ímpeto e ao invés disso, fez uma pergunta bastante direta, digna de sim ou não. Mel só tinha de dizer se queria ou não queria o que estava lhe oferecendo, então porque não falava nada? Seus olhos se cruzavam e a loira parecia travar um embate interno consigo mesma por algum motivo. Line tentava decifrar o que ela escondia pro detrás do semblante impassível, mas estava completamente no escuro e aquilo lhe trouxe um frio na barriga que não sentia a muito tempo. Estreitou os olhos, molhando o lábio inferior antes de quebrar o silêncio com voz rouca. — Fala alguma coisa, eu tô morrendo aqui. – Mel pareceu despertar, pois ainda que não dissesse nada, subiu sua coxa, repousando-a sobre o quadril curvado de Line. Pega de surpresa, seus olhos baixaram pra perna quase não vestida da loira e por instinto sua mão desceu até seu joelho, percorrendo o caminho de volta deslizando pela extensão da coxa até a base do short da outra. Foi quase na mesma hora em que Mel finalmente disse alguma coisa.

De tudo o que poderia ter dito, aquilo era a única coisa que Line não esperava ouvir. A encarou incrédula, com um milhão de coisas passando por sua cabeça e ainda assim, não conseguia ouvir nenhuma delas. Estava acesa de novo. Subiu sua mão até a dela, entrelaçando seus dedos de frente. Sua coxa encaixou entre as dela, sutil, mas firme. Line analisava Mel como se tivesse ganhado um brinquedo que queria muito e agora tinha medo de brincar com ele e quebrá-lo. Girou o corpo, ficando parcialmente por cima da outra e pesando seu quadril sobre o dela. As órbes verdes tinham um magnetismo impossível de ser quebrado. Prendeu as mãos dadas contra a cama e logo em seguida buscou a outra, fazendo a mesma coisa. Talvez tivesse medo de Mel acordar e fugir, mas mantê-la sob seu corpo parecia algo necessário. Olhou-a, convidativa. Sabia que aquilo iria mudar as coisas, mas não tinha como conter o impulso. Baixou os lábios em sua direção, roçando-os nos dela. Ao invés de beijá-la, sua boca percorreu sua bochecha, queixo, como se fosse divertido testar a eletricidade entre elas. Quando se afastou, seu corpo estava em chamas e a íris dilatada da loira a fez esquecer todo o resto.

Curvou-se novamente, dessa vez investindo contra os lábios da menina, beijando com uma vontade reprimida que sequer sabia que estava ali. O gosto de bebida invadiu a boca, agradável. Sua língua a explorava e de repente, ficar quieta estava cada vez mais difícil. Soltou as mãos da outra, apoiando-se na cama com o cotovelo, embalando o beijo retribuído da outra. A mão livre pousou na cintura de Mel, aventurando-se por debaixo da blusa ao fazer carinhos em suas costelas. Ao invés de seguir o caminho desejado em direção ao busto da outra, encaminhou-se pras costas, arranhando-as de leve a pele branca no mesmo instante em que seus beijos rumaram pro pescoço, beijando qualquer pedaço de pele que encontrava até seu ouvido. — Se for surtar, surta agora.. – sussurrou aos beijos, no ouvido dela. — ..porque eu realmente não tô afim parar.. e acho que você também não, então.. – a mão das costas baixou até a base do quadril, arranhando o limite do short colado. Voltou a beijá-la, dessa vez com mais vontade. A coisa ia mudar de todo jeito, ao menos que pudesse aproveitar o tempo com ela antes da bomba explodir.

@MELBOURNE | @VESTINDO | @924 WORDS




Última edição por Marceline Price em Qui Fev 09, 2017 11:54 am, editado 3 vez(es) (Razão : ×)
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